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mapa do 5G
5G no Brasil terá quatro operadoras com outorga nacional.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vencida a etapa do leilão das frequências de operação do 5G no país, a expectativa é de que as capitais dos estados sejam as primeiras a terem a tecnologia em operação. A data prevista para a chegada do 5G aos principais centros do país é 31 julho de 2022. Será apenas a primeira linha de chegada de uma corrida pela construção de infraestrutura compatível com a quinta geração da internet móvel Brasil afora e que deve levar cobertura para todo o país até meados de 2029.

O leilão, realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), envolveu valor total de R$ 47,2 bilhões – serão R$ 4,8 bilhões em arrecadação para os cofres públicos, quase R$ 40 bilhões em investimentos futuros nas áreas arrematadas e mais R$ 2,6 bilhões em obrigações adicionais, a serem investidos pelas operadoras para fazer o sinal chegar a regiões ainda desconectadas.

Cada estado brasileiro terá ao menos três operadoras licenciadas para fornecer o 5G no mapa brasileiro, entre outorgas regionais e nacional.

Onde cada operadora atuará no mapa do 5G

O país terá quatro operadoras com outorga nacional. Às gigantes Claro, TIM e Vivo, conhecidas do brasileiro, se soma a novata Winity, relacionada ao fundo Pátria Investimentos.

No caso das outorgas regionais, a divisão do país também inclui as grandes teles, mas terá no jogo duas empresas de menor porte já atuantes no setor – Algar Telecom e Sercomtel – e mais quatro entrantes, como são chamadas companhias que vão ingressar no segmento com o fornecimento do 5G: Brisanet, Cloud2U, Consórcio 5G Sul (formado por Copel Telecom e Unifique) e Neko.

Cada uma das operadoras terá área de cobertura definida a partir dos lotes arrematados no leilão realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com sobreposições:

  • Algar Telecom oferecerá o serviço de 5G no sul de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro e em localidades dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo;
  • Brisanetserá responsável pelo serviço nas regiões Nordeste e Centro-Oeste;
  • Claro garantiu atuação em todos os estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul e também no estado de São Paulo e em localidades dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás;
  • Cloud2Uterá outorga para operar o 5G nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Espírito Santo;
  • Consórcio 5G levará a tecnologia para a região Sul;
  • Nekogarantiu atuação no estado de São Paulo;
  • Sercomtelvai atuar na região Norte e no estado de São Paulo;
  • TIMficou com toda a região Sul e estados do Sudeste; e
  • Vivo prestará o serviço nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

Inicialmente, o mapa do 5G contaria também com a Fly Link, mas a companhia desistiu do lote arrematado durante o leilão. A decisão foi comunicada à Anatel e é passível de multa, conforme previsto no edital. Segundo a reguladora, a desistência não implica em prejuízos para o leilão ou o fornecimento do 5G no país.

Compromissos e promessas do 5G

Foram leiloadas faixas de operação em quatro frequências de operação: 700 megahertz (MHz), 2,3 gigahertz (GHz), 3,5 GHz e 26 GHz, que terão prazo de autorização de uso por até vinte anos. Junto com a licença para a utilização de cada espectro, as vencedoras do leilão receberam também compromissos atrelados à concessão. As obrigações são as seguintes:

  • Faixa 700 MHz: conectividade em rodovias federais e em localidades sem 4G.
  • Faixa de 3,5 GHz: instalação de infraestrutura de fibra ótica e estações Rádio Base (ERBs) que permitam oferta de internet e telefonia móvel em padrão tecnológico igual ou superior ao 5G em localidades indicadas; ressarcir soluções de interferência e migração da televisão aberta e gratuita transmitida na Banda C (parabólica) para a banda Ku; implantação do Programa Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS) e da Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal.
  • Faixa de 2,3 GHz: levar cobertura para 95% da área urbana de municípios sem 4G.
  • Faixa de 26 GHz: executar projetos de conectividade de escolas públicas de educação básica, para os quais estão previstos R$ 3,1 bilhões.

A chegada do 5G ao país carrega expectativa de aumento na produtividade, redução de custos e surgimento de novos modelos de negócios com capacidade de alavancar o PIB brasileiros em US$ 1,2 trilhão até o ano de 2035.

Com mais velocidade e baixo tempo de resposta, a nova tecnologia deve permitir aplicações inovadoras especialmente no setor produtivo, estimulando, assim, crescimento econômico a partir do acesso amplo às soluções atingidas pelas redes móveis, que passarão a garantir mais conectividade de dispositivos.

De acordo com o estudo da consultoria Omdia para a Nokia, os principais setores a serem beneficiados pelo 5G no Brasil são tecnologia da informação, governo, manufatura, serviços, varejo, agricultura e mineração.

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