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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o premiê da Hungria, Viktor Orbán, parceiros de Putin, vêm protelando a entrada da Suécia na aliança militar do Ocidente
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o premiê da Hungria, Viktor Orbán, parceiros de Putin, vêm protelando a entrada da Suécia na aliança militar do Ocidente| Foto: EFE/EPA/VIVIEN CHER BENKO/Gabinete do Primeiro-Ministro da Hungria

A Comissão de Relações Exteriores do Parlamento da Turquia aprovou nesta terça-feira (26) a entrada da Suécia na OTAN, a aliança militar do Ocidente. Segundo informações da agência Reuters, a aprovação ocorreu após quatro horas de debates.

Agora, a questão será apreciada pelo plenário do Parlamento turco, o que ainda não tem data para ocorrer. A adesão de um país à OTAN precisa ser ratificada por todos os países que já fazem parte da aliança.

A Turquia vem protelando o sinal verde à Suécia desde o ano passado, quando Estocolmo abriu mão de décadas de neutralidade militar e pediu adesão devido à invasão russa à Ucrânia.

O governo de Recep Tayyip Erdogan a princípio alegou que a Suécia dava abrigo a supostos terroristas curdos, o que motivou mudanças na legislação antiterrorismo sueca. Depois, Ancara iniciou uma barganha para que os Estados Unidos vendessem caças F-16 à Turquia, o que havia sido bloqueado pelo Congresso americano, em troca do apoio ao pedido da Suécia.

A Turquia também impôs obstáculos à entrada da Finlândia na OTAN, mas por fim o país entrou na aliança em abril deste ano.

Outro aliado de Vladimir Putin, o premiê da Hungria, Viktor Orbán, também vem travando a adesão sueca. Recentemente, ele negou que haja um acordo húngaro-turco para barrar a entrada da Suécia.

“[A adesão sueca] será decidida unicamente pelo Parlamento húngaro, quando os parlamentares decidirem que chegou a hora para isso. Eles não têm uma grande vontade de tomar esta decisão”, disse Orbán.

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