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Protesto contra o decreto de desregulamentação econômica na sexta-feira (22) em Buenos Aires
Protesto contra o decreto de desregulamentação econômica na sexta-feira (22) em Buenos Aires| Foto: EFE/Juan Ignacio Roncoroni

O presidente da Argentina, Javier Milei, criticou nesta terça-feira (26) os sindicatos e movimentos de esquerda que contestam o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) que publicou na semana passada para desregulamentar a economia do país e disse que vai convocar um referendo sobre as medidas caso o Congresso argentino as rejeite.

No DNU divulgado na última quarta-feira (20), o novo presidente da Argentina revogou várias leis, como a dos Aluguéis e a das Gôndolas, determinou a transformação de empresas públicas em sociedades anônimas para privatizá-las e a flexibilização de leis trabalhistas, entre outras ações.

O decreto gerou protestos de sindicatos e da esquerda, contestações na Justiça e críticas de parlamentares argentinos, que reclamam da pressão para aprovar o DNU e que parte dele seria inconstitucional.

Em entrevista ao canal LN+, Milei afirmou que “parte da lentidão dos parlamentares” se deve ao fato de “buscarem subornos”.

“Alguns, eu digo. Quem gosta de discussão, de discutir vírgulas, é porque está em busca de suborno”, disparou. Ao ser perguntado se cogitava convocar um referendo ou consulta popular caso o DNU não seja aprovado, Milei respondeu: “Obviamente”.

“O megadecreto tem mais de 75% de aprovação, então me expliquem por que querem algo contra o povo?”, argumentou.

O presidente argentino também criticou as manifestações contra o decreto. “Eles não podem aceitar que perderam? Querem mais do mesmo?", disse Milei.

“Três manifestações em 15 dias. Que as façam. Desde que o façam dentro da lei, não há problema. Quando violam a lei, quem o faz, deve pagar”, afirmou o presidente.

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