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Jorge Seif
Senador Jorge Seif (PL-SC) se juntou aos deputados da Frente da Segurança nas críticas às fantasias da escola de samba paulista Vai-Vai que “demonizam” policiais.| Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Membros da Frente da Segurança Pública na Câmara criticaram o desfile da escola de samba paulista Vai-Vai por exibir policiais militares caracterizados como demônios. A agremiação desfilou na sexta-feira (10) no Sambódromo do Anhembi com o enredo “Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e Do Povo, o Hip Hop: Um Manifesto Paulistano”. Segundo os deputados, a fantasia vermelha usada por alguns integrantes da escola de samba, com chifres e asas de morcegos, associa PMs “ao mal”.

“A que ponto chegamos?”, questionou Alberto Fraga (PL-DF) em sua conta no X (ex-Twitter). Já Sargento Portugal (Podemos-RJ) classificou a apresentação como “inversão total de valores”.  Ao jornal "O Estado de S. Paulo", Sargento Gonçalves (PL-RN) disse que torce pelo rebaixamento da escola de samba “que promove esse tipo de absurdo”. Para ele, nada justificativa “tamanha imbecilidade contra os policiais”.

Kim Kataguiri (União Brasil-SP), por sua vez, lamentou a Vai-Vai por “rechar seu desfile de bandidolatria”. “Alas demonizando policiais e homenageando bandidos puderam ser vistas na apresentação da agremiação. Guilherme Boulos (PSol-SP) não se conteve: participou e declarou sua torcida. Surpresa zero, né?”, disse o deputado, que é pré-candidato a prefeito de São Paulo.

O senador Jorge Seif (PL-SC) também foi à rede social criticar a escola de samba paulista. Para ele, as fantasias da Vai-Vai “demonizam a polícia e vitimizam os bandidos”. O desfile também trazia integrantes vestidos com roupas listradas pretas e brancas, com um número identificador no centro da parte superior do figurino. “É um desrespeito com milhares de policiais que arriscam a própria vida para a nossa proteção”, protestou o senador.

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), divulgou nota de repúdio ao desfile. O texto afirma que a escola tratou a figura de agentes da lei "com escárnio".

"Ao adotar tal enredo, a escola de samba, em nome do que chama de 'arte' e de liberdade de expressão, afronta as forças de segurança pública, desrespeita e trata, de forma vil e covarde, profissionais abnegados que se dedicam, dia e noite, à proteção da sociedade e ao combate ao crime, muitas vezes, sob condições precárias e adversas, ao custo de suas próprias vidas e famílias", diz comunicado assinado pela presidente do sindicato, Jacqueline Valadares.

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